Turismo | Casa do Boi

Para abrilhantar ainda mais o carnaval antoninense, três jovens senhoras, Vera Lucia do Nascimento, Angela Maria Pinto Siqueira e Beth Sá, resolveram resgatar uma encenação teatral, criando um belíssimo espaço para visitação, com fantasias decorando toda casa. A Casa do Boi foi inaugurada em 2007 e se localiza na Rua Dr. Melo, no centro da cidade.

 

Boi Barrozo / Boi Bumbá de Antonina

 

História

 

O Boi Bumbá é uma das peças mais importantes do folclore brasileiro, faz parte do contexto teatral jesuítico criado pelo Padre José de Anchieta em seus autos para passar para os indígenas valores morais e religiosos.

 

Passado tanto tempo, só poucos fragmentos chegaram até nós, porém um dos objetos dessas peças teatrais chegou até nós: é a encenação do boi bumbá. A história desse folguedo popular é a mesma em todo o Brasil, que é o seguinte: Uma mulher grávida tem desejos e quer degustar a língua do um boi, seu marido preocupado corta a língua do boi mais valioso existente na propriedade de seu patrão, um rico fazendeiro. Com o corte da língua, o boi morre. O proprietário sente a falta do boi e faz-se a procura. Cadê meu boi?? Depois de intensa procura chega-se a fonte causadora do desaparecimento: o pai Mateus. Catarina, sua esposa havia saciado seu desejo, e como devolver o boi ao patrão? Pai Mateus faz diversas tentativas para ressuscitar o boi morto e não tem sucesso, ele faz apelo para todo tipo de medicamento, rezas, pajelanças, nada acontece. E então, sob o toque da música, o boi desperta e ao sair dançando a alegria é geral!

 

A dança do boi-bumbá de Antonina começou em 1920, quando um imigrante vindo de Santa Catarina, o Sr. Pedro Bedenaque, implantou no carnaval local o bloco do Boi Barrozo. O sucesso foi total. Mas como tudo que faz sucesso desperta inveja, o Bloco do Boi Barrozo teve de ser abandonado pelo Sr Pedro Bedenaque, não se sabe o que aconteceu com esse bloco de nome Boi Barrozo. Algo provocou o abandono e não se sabe o que! Em 1922 o Sr. Pedro Bedenaque cria outro bloco de boi bumbá com o nome de Boi do Norte de Antonina, que resistiu ao longo do tempo até nossos dias. O Sr. Pedro Bedenaque viveu até 1962, sendo que dai em diante o bloco continuou a aparecer nos carnavais sob a administração de seus familiares sucessores.

 

Voltando ao tempo, em 1920 a cidade de Antonina vivia sob o impacto da abertura da estrada da Graciosa que servia de transito para toda a mercadoria e passageiros que entrava e saia do estado do Paraná via marítima. Essas atividades portuárias deixavam na cidade de Antonina muitos recursos financeiros que influenciavam a vida de seus habitantes. O emprego era farto e bem remunerado. Folheando jornal local de antigamente a percepção da existência de inúmeras sociedades recreativas da uma idéia do espírito dominante na cidade. Antonina se tornou uma cidade feliz. Era uma festa geral. Havia uma felicidade em se interagir dentro da sociedade antoninense. Era um prazer imenso desfrutar da presença de seu próximo. Isso gerava uma afinidade muito grande entre as pessoas, com grande reflexo dentro da expressão máxima da alegria popular que é o carnaval. Até hoje isso é perceptível. Não é sem razão que o carnaval capelista é tido como o melhor carnaval do sul do brasil.

 

O carnaval capelista abrange uma serie de grupos de pessoas que se organizam em forma de blocos, com nomes próprios, para expressar a sua alegria na forma de danças e representações teatrais. Dentro desse contexto o bloco do boi do norte teve a sua presença sempre garantida. É um divertimento total quando o bloco do boi do norte realizava suas evoluções nas ruas por onde passava. Os personagens mexiam com os assistentes e acontecia uma correria geral. Era o boi correndo atrás da criançada. Passado esse momento vinha a encenação do Pai Mateus e da mulher grávida Catarina. Ai a coisa ficava intensa. Como resolver tremendo problema, a Catarina estava com o seu resolvido, mas o Pai Mateus tinha contas a dar de seu comportamento com a propriedade do seu patrão. Fatalmente iria perder o emprego, e num passe de mágica tudo se resolve. A dança ressuscita o boi e a festa continua….

 

A encenação do boi-bumbá em Antonina teve então uma fase de esquecimento. A introdução de novos formas de entretenimentos como o cinema a televisão e a importação de costumes norte americanos jogaram no ostracismo o costume do boi bumbá.

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