Turismo | Estação Ferroviária

Inaugurada em 07 de setembro de 1922, por ocasião das festividades de comemoração do Centenário da Independência do Brasil. A Estação Ferroviária de Antonina, terminal ferroviário da Linha Morretes - Antonina, é um exemplo vivo da fase áurea do mate, quando Antonina se destacava como o quarto porto brasileiro. A construção deste prédio data do ano de 1916, após o incêndio que destruiu a pequena estação em madeira. De estilo eclético, o prédio localiza-se na Rua Felizardo Gomes da Costa - Centro.

 

A comunidade de Antonina recebeu em 2002 o edifício emblemático, restaurado e adaptado para acolher as atividades culturais e turísticas compatíveis com suas características originais.

E. F. Paraná (1892-1942) – Rede de Viação Paraná – Santa Catarina (1942-1975)

RFFSA (1975-1996) ANTONINA

Município de Antonina, PR Ramal de Antonina – km 16,100 (1936) PR-1653
Inauguração: 1892
Uso atual: Centro cultural da Prefeitura com trilhos
Data de abertura do prédio atual: 1916

 

Histórico da Linha

 

O ramal de Antonina foi aberto pela E. F. Paraná em 1892, como uma espécie de compensação ao porto por não ter sido ele o ponto de partida da linha para Curitiba. A linha, com apenas 16 km e apenas uma estação, nunca teve grande movimento, e os trens de passageiros eram sempre mistos. A linha fechou em 1976, tendo sido reativada em 1980, fechada novamente, para reabrir e fechar novamente em 1986, sempre para carga. Em 2003, foi reaberta ao transporte de cargas pela ALL, existindo o projeto de um trem turístico de Morretes a Antonina tocado pela ABPF.

 

Histórico da Estação

 

A estação de Antonina foi inaugurada em 1892, sendo ponta de um curto ramal que partia de Morretes, na linha Curitiba-Paranaguá. A construção do ramal serviu de consolo para uma situação que vinha sendo discutida já havia cerca de vinte anos: qual dos portos seria o contemplado como ponta da linha da E. F. Paraná, Paranaguá ou Antonina? A primeira cidade ganhou a batalha e teve a linha inaugurada já em 1883, e a ligação com Curitiba completada dois anos depois. Antonina ficou literalmente a ver navios por mais sete anos. O ramal, entretanto, não evitou a decadência do porto, que continuou existindo e funcionando mas em desvantagem com o de Paranaguá. A estação original, de madeira, ficava situada em um ponto diferente da atual, esta de alvenaria e onstruída em 1916. Ficava mais à frente e tinha mais à frente ainda um girador de locomotivas. A linha seguia até a praia onde existiam trapiches, junto ao centro da cidade. A velha estação foi destruída por um incêndio. Já a estação nova, mais na entrada da cidade, teve um triângulo para retorno das composições e não mais um girador. A partir de 1927, da estação de Antonina, passou a sair um ramal que foi explorado pela empresa Matarazzo até os anos 1990 e que leva ao porto. Atualmente a ALL, concessionária da linha, voltou a usar o ramal para transporte de cargas desde 2003, cargas que seguem passando pela reformada estação seguindo direto ao porto continuando pelo ramal que foi da Matarazzo. Nos anos 1970, o ramal de Antonina foi praticamente desativado com o fechamento do porto da cidade. Foi reativado para cargas em 1980, depois do fechamento para passageiros em 1976. Durou pouco, mas em 1985 voltou a funcionar. Em 1985, as litorinas que desciam a serra seguiam algumas delas também para Antonina. No início dos anos 1990 havia algumas excursões turísticas pelo ramal em datas festivas. Logo depois, abandono total e o ramal ficou coberto de mato até 2003, quando o ramal voltou a funcionar para cargas por iniciativa da ALL. Também a estação foi abandonada por muitos anos e restaurada no início de 2003 para receber órgãos da Prefeitura e os futuros trens turísticos – que chegaram em com a ABPF em 2005 para ficar, com uma das litorinas dos anos 1930, única que sobrou da antiga RVPSC. “Nesse mês de outubro (de 2008) efetuamos o reconhecimento do estado em que se encontrava o acervo da ABPF sediado em Antonina. A sala da ABPF na estação de Antonina se encontra em perfeito estado de conservação uma vez que a estação ferroviária tem constante vigilância dos guardas municipais. Ali se encontram estacionados a Locomotiva Diesel 001, a Automotriz alemã (MAN) nº 24, um vagão CAP transformado para transporte de passageiros e um vagão bagageiro em metal” (Boletim da ABPF, outubro de 2008). A litorina não tem mais feito o percurso. Aliás, parece que nem a ALL tem utilizado mais a linha, segundo Raul Carneiro Neto, em março de 2009.

 

Fontes: Acervo Arthur Wischral; Nilson Rodrigues; Luciano Pavloski; Julio Carone; Raul Carneiro Neto, 2009; Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Paulo R. Szabadi, 2003; Victor Colombelli, 2008; Paulo Roberto Stradiotto; Engº Paulo Sidenei Carrero Ferraz; Boletim ABPF, 2008; Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, IBGE, 1957; Relatórios oficiais da RVPSC, 1920-1960; Revista Correio dos Ferroviários, 1950-1973; Jornais do Paraná, diversos, entre 1969-1985; Gazeta do Povo, 2003

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